Casos clínicos.


Casos clínicos

Caso clínico 1

 Paciente de 46 anos com falta de ar quando fazia esforços foi submetido a ECG, ecocardiograma, ressonância nuclear magnética do coração e cintilografia miocárdica (administração de contraste radioativo para identificar área pouco irritada do coração). A conclusão é que se tratava de uma miocardiopatia (contração fraca do músculo cardíaco).

Seu médico assistente solicitou um holter (gravação de 24 horas do ritmo cardíaco através de um minigravador preso na cintura do paciente que mantém suas atividades diárias comuns) e este indiciou uma taquicardia ventricular (uma freqüência cardíaca superior a 100 batimentos por minuto em repouso chama-se taquicardia. Se a origem dos batimentos é do ventrículo tem um prognostico muito mais grave) de freqüência muito elevada de 240 de curta duração (5 segundos) durante o sono. O cardiologista assistente solicitou a opinião do Euritmia que submeteu o paciente ao estudo eletrofisiológico invasivo.

Este indiciou a tendência à morte súbita pelo fácil desencadeamento da arritmia em tudo semelhante aquela ocorrida espontaneamente durante o sono. A arritmia degenerou em fibrilação ventricular sendo imediatamente abolida com a aplicação de choque no tórax de 270 joules, também ser portador de grande coração recebeu o primeiro “Uni-fy” CDI com ressincronizador do fabricante ST.Jude Medical implantado no norte nordeste do Brasil.O paciente está para receber alta, recuperando-se bem do implante minimamente invasivo feito perto do ombro esquerdo.
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Caso clínico 2:

Paciente que sofria de arritmia cardíaca há 36 anos foi submetido à ablação por cateter de radiofreqüência com o auxílio do mapeador eletroanatômico (En-Site), conseguindo-se de imediato o retorno ao ritmo cardíaco normal.

Provavelmente trata-se da fibrilação atrial de mais longa duração já abordada. Caracteriza seu bem estar com as seguintes palavras. “Não me recordo quando em minha vida me senti tão bem como agora”. A radiofreqüência aplicada na sala de hemodinâmica do Unimed Recife 2 foi precisa e eficaz.
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Caso clinico 3

Jovem de 12 anos com perdas súbitas de consciência (na maioria das vezes quando praticava esportes ou brincava) que já havia recebido implante de marcapasso aos 5 anos de idade por apresentar uma freqüência cardíaca baixa (número de batimentos cardíacos lentos); foi submetida à avaliação cardiológica, a pedido do seu pediatra para encontrar a causa dos “desmaios”, já que em uma investigação neurológica nada de anormal havia sido encontrado.

Já havia realizado ecocardiograma, eletrocardiograma, estudo eletrofisiológico invasivo (neste segundo, nenhuma arritmia havia sido detectada no laudo). De sua cidade, interior de Alagoas, soube da existência do Grupo Euritmia e resolveu solicitar um simples teste ergométrico em esteira, realizado por Dr. Gustavo Santiago.

Aos 18 segundos após término do esforço a paciente apresentou arritmia ventricular maligna (taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica) que degenerou em fibrilação ventricular. Recebeu massagem cardíaca externa, ventilação mecânica após intubação endotraqueal e choque elétrico (desfibrilação cardíaca eterna).

Após 14 minutos foi ressuscitada e internada na UTI; 14 horas após foi retirada do respirador e não apresentava qualquer sinal de seqüela neurológica. Dia 18-08-12 recebeu o implante do cardioversor desfibrilador “energen” da Boston, o menor CDI do mundo, e recebeu alta hospitalar usando metropolol + verapamil. Trata-se de mais uma criança com “morte súbita abortada” pela utilização de tecnologia eletrônica avançada comumente empregada pelo “Euritmia”.

A taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica é uma das causas de morte súbita em criança com coração estruturalmente normal. É doença elétrica cardíaca determinada geneticamente (anomalias do DNA). Sem tratamento com implante do CDI + betabloqueadores a maioria não atinge a idade adulta.
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Caso clinico 4:

Uma jovem de 15 anos apresentava, sem aviso prévio, perda de consciência (síncope) e imediata recuperação após queda ao solo. Investigada profundamente do ponto de vista neurológico, através de eletroencefalograma, ressonância nuclear magnética cerebral, nenhuma causa cerebral foi descoberta que pudesse explicar as síncopes. Tinham eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico normais.

Encaminhada à Equipe “Euritmia”, detectou-se, no ambulatório de arritmia infantil da unidade cardiológica e medicina fetal “UCMF”, extrassistolia centricular monomórfica frequente no holter. Considerando que se tal arritmia ocorrer em crises sucessivas e de maior duração pode levar à síncope. Foi encaminhada ao estudo eletrofisiológico invasivo (EEF) no dia 25/05/2011.

Durante o estudo descobriu-se que a arritmia tinha origem por trás de uma das válvulas que compõem a valva aórtica – “o seio de Valsalva” não coronariano. Neste ponto aplicou-se a radiofrequência com o desaparecimento instantâneo das arritmias.

Quatro holteres, sem qualquer arritmia ventricular, foram realizados neste acompanhamento de um ano. Curada em definitido, permanece sem sintomas.
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